O que representam a Catrina, as calaveras e as borboletas?
A Catrina
Este esqueleto elegante de grande chapéu nasce por volta de 1910 do buril de José Guadalupe Posada, que troçava dos mexicanos que renegavam as suas raízes. Diego Rivera veste-a dos pés à cabeça em 1947: ricos ou pobres, acabamos todos iguais.
As calaveras
As caveiras de açúcar de cores vivas têm muitas vezes o nome de um defunto ou de um vivo. Pousadas no altar, tornam a morte familiar, quase terna.
O papel picado
Estas grinaldas de papel recortado esvoaçam por cima dos altares. A sua leveza evoca a fragilidade da vida, e o vento que as agita, a passagem das almas.
A borboleta-monarca
No início de novembro, milhões de monarcas chegam às florestas do Michoacán. Para os Purépechas, são as almas dos antepassados que regressam: a borboleta continua a ser uma mensageira do além.
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Como honrar os seus defuntos e reconhecer a sua visita?
Não é preciso ser mexicano para viver o espírito desta festa: basta dar lugar a quem partiu. E se a tristeza aparecer, deixe-a entrar: aqui, a saudade e a alegria dançam juntas.
- Monte um altar simples: uma vela, um copo de água, algumas flores cor de laranja e a fotografia, na véspera de 1 de novembro.
- Fale-lhe em voz alta: ao acender a chama, diga «Esta luz ilumina o teu caminho de regresso a casa. És bem-vindo».
- Cozinhe o que ele gostava: partilhá-lo é celebrar a alegria que viveram juntos.
Nos dias seguintes, esteja atento(a) aos sinais de uma presença: um sonho muito nítido, um perfume familiar, «a sua» canção no momento certo, uma borboleta que se demora. E se nada vier, não é falta de amor: os sinais às vezes levam o seu tempo.
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A reter 📌
- Uma festa mestiça: as festas dos mortos astecas unidas ao Dia de Todos os Santos e ao Dia de Finados.
- Dois dias: 1 de novembro para as crianças, 2 de novembro para os adultos.
- O gesto: uma vela, água, flores e uma fotografia para guiar a alma até si.
O olhar da redação: manter a ligação com quem partiu
O Día de los Muertos lembra-nos que o amor não acaba com a morte. Se um luto lhe pesa ou se sente que um ente querido tenta falar consigo, um guia espiritual pode ajudá-lo(a) a serenar essa ligação.
Contactar um guia espiritualFontes: UNESCO, «Indigenous festivity dedicated to the dead» (2008); Arqueología Mexicana, «Miccailhuitontli y Huey miccaílhuitl»; H. G. Nutini, Todos Santos in Rural Tlaxcala, Princeton University Press, 1988; S. Brandes, «El día de los muertos, Halloween y la búsqueda de la identidad mexicana», 2003; E. Matos Moctezuma, «La muerte en el México prehispánico», UNAM, 1975.
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