Como destruir um Peixes: os 7 pontos de rutura ⚠️
Estas são as sete falhas que voltam quase palavra por palavra quando um Peixes acaba por contar o que guardou para si. Nenhuma tem a ver com violência espetacular. Todas têm a ver com desgaste.
1. Abusar da generosidade dele
Salvou-te de apuros três vezes, ficou com os teus filhos, ouviu a tua separação durante duas horas numa terça à noite, emprestou-te aquela quantia que nunca reclamou. E ninguém, nunca, lhe perguntou se ele precisava de alguma coisa.
Porque é que dói? Porque o Peixes dá sem condições e acredita sinceramente que não espera nada em troca. Mas não é feito de açúcar: em algum lugar, muito ao fundo, há um contador a andar. Nunca te apresentará a fatura. Vai desligar a corrente.
Devolve antes de ele ter de pedir, porque não vai pedir. E diz não no lugar dele quando ele não conseguir.
2. Dizer-lhe que é sensível demais
"Estás a exagerar", "estás a criar filmes", "a sério, levas tudo a peito". Dito uma vez é desajeitado. Repetido durante dez anos torna-se uma identidade que lhe colam: a da pessoa cujas reações não são de confiança.
Porque é que dói? Porque a sensibilidade dele não é um excesso de carácter, é o órgão de perceção. Netuno não distribui armaduras: distribui radares. Dizer-lhe que o radar está avariado é retirar-lhe o único instrumento com que se orientava.
Valida primeiro a perceção e discute os factos depois: "tens razão em sentir isso, e foi isto que aconteceu" muda absolutamente tudo.
3. Negar o que ele percebeu
Sentiu que algo não estava bem. Fez a pergunta. Responderam-lhe que não, que estava tudo bem, que ele estava a inventar. E três meses depois descobriu que tinha razão desde o início.
Porque é que dói? Porque não é a mentira que o magoa, é a dúvida que vem depois. O Peixes tem uma confiança frágil nas próprias perceções: começa sempre por perguntar-se se o problema é ele. Fazê-lo negar o que capta é desorientá-lo em casa, no único território de que confia.
"Preferia uma verdade horrível a três meses de névoa." Diz a verdade, mesmo feia, mesmo tarde: ele perdoa os factos, não a vagueza.
4. Negar-lhe a bolha dele
Incomodá-lo no banho, comentar as três horas que passa sozinho, ironizar sobre as sestas, acusá-lo de fugir porque desliga o telefone num domingo. Achas que estás a pedir presença; estás a fechar uma câmara de descompressão vital.
Porque é que dói? Porque o Peixes reina sobre a casa doze, a do recolhimento, do silêncio e do que se repara sem testemunhas. Passou a semana a absorver as emoções dos outros; aquelas horas sozinho não são um capricho de artista, são uma diálise. Sem elas não fica mais disponível: fica ausente no lugar.
Oferece-lhe duas horas de nada, sem culpa e sem comentários. Volta mais presente do que depois de qualquer conversa.
5. Manter um clima duro
Os gritos, os sarcasmos, a tensão permanente, as portas batidas, o colega que berra ao telefone na sala ao lado. Achas que não lhe diz nada, já que ninguém se dirige a ele.
Porque é que dói? Porque ele não filtra o que entra. Signo de Água mutável: mede a temperatura da sala e guarda-a no corpo. Um Peixes num clima hostil não fica combativo, adoece, esgota-se, dorme mal. Para ele o ambiente é um dado físico.
Baixa o tom antes de baixar as armas. Um desacordo dito com calma ele ouve por inteiro; um desacordo aos gritos já não ouve nada.
6. Desvalorizar o que ele cria
As canções, o romance nunca acabado, as fotografias, o projeto um pouco louco, o curso começado aos cinquenta. "Que bonito, mas o que é que pensas fazer com isso?" Ou pior, o clássico: "quando é que arranjas um trabalho a sério?"
Porque é que dói? Porque para um Peixes o imaginário não é um passatempo: é o lugar onde transforma tudo o que absorveu. Netuno dá-lhe acesso a algo maior do que ele, e esse algo tem de sair de uma forma ou de outra. Tapa a saída e fica tudo lá dentro.
Pede para ver. Faz-lhe uma pergunta precisa sobre o que está a fazer. Não precisas de gostar: precisas de olhar.
7. Fazer dele a esponja de todos
Esta é a mais silenciosa e, de longe, a mais destrutiva. É a ele que se liga quando as coisas vão mal. É ele que trata da mãe doente, do amigo em baixo, do ambiente dos almoços de família, dos estados de alma do casal. Ninguém lhe pede nada: deposita-se nele. E como nunca diz não, repete-se.
Porque é que dói? Porque a compaixão do Peixes não tem torneira de segurança. Não sabe distinguir o que lhe pertence do que pertence aos outros e, de tanto carregar, deixa de ter um lugar para descansar ele próprio. É a falha que explica os desabamentos súbitos de pessoas que "estavam ótimas", as dependências silenciosas, os Peixes que cortam tudo de um dia para o outro.
Pergunta-lhe como está e espera a segunda resposta. A primeira é sempre "estou bem". Para situar estas zonas sensíveis no ano em curso, o horóscopo anual de Peixes indica que setores da vida estão mais solicitados.
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